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gestação

A gravidez é um período de muitas transformações, e uma das principais mudanças ocorre com os hormônios. Cada um deles tem sua função e importância durante a gestação, por isso é necessário mantê-los nos seus níveis adequados e, assim, a mãe e o bebê se sentirão bem durante toda a gravidez e pós-parto. Nesse sentido, uma alteração desses hormônios pode gerar doenças e merece uma consulta com um endocrinologista.

O DIABETES: é a alteração endócrina mais comum da gravidez, que acomete de 7-14% das gestações e afeta principalmente as mulheres com maior idade (>35 anos), acima do peso, com histórico familiar de diabetes e de abortamentos prévios.

Diabetes Gestacional: o diabetes pode ocorrer de duas formas durante a gravidez: 1. A mulher já era portadora da doença e engravida (o mais comum, em portadoras de diabetes tipo 2, 90% dos casos); 2. O diabetes se desenvolve com a ocorrência da gravidez, após a 20ª semana de gestação, podendo ou não desaparecer com o término da gestação (diabetes gestacional).

Os fatores de risco mais importantes são:​

​• Idade acima de 35 anos¹;

• IMC > 25 kg/m² (sobrepeso); ou ganho excessivo de peso na gravidez atual;

• Histórico familiar de diabetes em parentes próximos (1º grau)

• Crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;

• Antecedentes obstétricos prévios: de morte fetal ou neonatal, de macrossomia (peso excessivo do bebê)

• História prévia de diabetes gestacional (DMG).

Diagnóstico = dosagem de glicose ou teste oral de tolerância à glicose (TOTG) realizados no inicio da gestação e no período entre 24 e 28 semanas, para definição do diagnóstico; a serem definidos pelo endocrinologista.

 

Tratamento = O tratamento é definido levando-se em conta os resultados dos exames e fatores de riscos, além do ultrassom. Mas os pilares do tratamento incluem a dieta, o exercício e o uso de insulina.

O controle adequado e seguimento de pré-natal endócrino serão fundamentais para o sucesso da gestação, tanto para mãe quanto para o feto: indica-se controle semanal até atingir as metas glicêmicas adequadas e, após, seguir controle quinzenal até 32ª semana, e controle semanal da 32ª semana até o parto.

Tireoide na gestação

As doenças tireoideanas ocorrem em cerca de 1% das gestações, sendo o hipotireoidismo a alteração mais comum, variando de 2-5%, além da autoimunidade presente em 10-15%.

Diante da presença de nódulos de tireoide na gestante, também deve ser avaliada a necessidade de punção aspirativa por agulha fina (PAAF) e risco versus benefício de um procedimento cirúrgico nesses casos. Vale ressaltar que os estudos não mostram aumento de malignidade em nódulos de tireóide em gestantes, em relação à população geral, o que nos dá tranquilidade para definir o tratamento após o término da gestação, na maioria das vezes.

As mulheres com história de hipotireoidismo prévio ou com suspeita de hipotireoidismo devem,  assim que souberem da gravidez, procurar seu endocrinologista para ajuste ou inicío do hormônio tireoideano. A doença tireoideana não compensada aumenta o risco de abortamento e prejudica o desenvolvimento normal do feto.

Recomendações para avaliação da tireoide na gestação:

– Mulheres com bócio (tireoide aumentada)
– Passado de doença de Graves (hipertireoidismo) e/ou tratamentos (radio-iodo ou medicação oral);
– Histórico de parto complicado, perda gestacional prévia e infertilidade
– Idade > 30 anos
– IMC > 40 kg/m²
– Cirurgia tireoidiana prévia (parcial)

 

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